sexta-feira, 16 de setembro de 2011

XXV Domingo do Tempo Comum - ano A

1ª leitura: Is 55,6-9: A proximidade do Senhor chama constantemente à conversão. O profeta chama a atenção do povo para a conformação da vida ao agir de Deus. Sua misericórdia é o espaço para que a vida aconteça em plenitude. No caminho, acertar o passo, mudar a mentalidade/pensamentos, a fim de que nossos caminhos sejam também os de Deus...

 

2ª leitura: Fl 1,20c-24.27a: A frase de São Paulo "... para mim, o viver é Cristo..." resume muito bem a espiritualidade paulina expressa tantas outras vezes. Conformar os nossos caminhos de vida aos do Cristo, esse é o constante exercício de santificação do cristão.

 

Evangelho: Mt 20,1-16a: O pano de fundo deste texto é a Aliança de Deus com seu povo. Na boca dos trabalhadores que começaram cedo, a reclamação daqueles que viveram do judaísmo e que, por isso, achavam-se mais merecedores da graça de Deus que os demais. A justiça de Deus não segue, muitas vezes, os parâmetros humanos. Em seu Amor, Deus age com eqüidade: não há pessoas ou grupos mais ou menos merecedores.

 

Breve Reflexão: Um bom caminho só se faz se a possibilidade de mudar as rotas é possível. A cada momento, novos desafios são colocados à nossa frente e exigem, na maioria das vezes, novas respostas para que o essencial não se perca. Como cristãos, a referência de nossos caminhos é o Cristo. É nele que encontramos o sentido mais profundo de nossas vidas. É o horizonte para onde caminhamos: em Cristo, imersos definitivamente no seio da Trindade.

Isto ressoa profundamente na liturgia da Palavra de hoje. Começando pelo profeta, percebemos que a correção das rotas de faz necessária no processo de aprendizagem da vida em Deus. Aos poucos, na medida em que o caminho se faz, vamos descobrindo a alegria de estarmos na presença do Senhor e vivermos a novidade que nos vem dele. Para tanto, é preciso deixar o velho, aquilo que já não mais serve, para que a novidade de Deus em nós aconteça. A segunda leitura traz o cerne teológico deste pensamento: Cristo é o horizonte para onde caminhamos e a estrada por onde seguimos. No Filho, desde sempre predestinados a sermos filhos.

O evangelho traz a aplicação disto traduzido em parábola: enquanto pensamos em justiça como questão de mérito, Deus "pensa" em justiça como equidade. Em nossas cabeças, a figura da justiça é a balança e a espada, no modo de Deus, a alegria do grande banquete. Justiça, biblicamente, lembra muito mais "justeza"; a justeza do Amor de Deus que nos transforma.

Pense nisto! Deus nos conceda a graça constante da conversão!


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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

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