sábado, 20 de agosto de 2011

Assunção de Nossa Senhora - Liturgia Dominical


1º leitura: Ap 11,19a; 12,1-6a,10ab: O símbolo que nos ajudará a compreender esta figura feminina presente no livro do Apocalipse é o da coroa de doze estrelas. Tal simbologia nos remete ao povo das doze tribos, ou seja, Israel que gera o Messias. Não se trata simplesmente do antigo Israel, mas também do novo povo de Deus renascido no Messias, a Igreja nascente para os séculos. Maria sintetiza, em si, por assim dizer, todas as qualidades deste povo "grávido" de Deus, que aguarda a manifestação de sua glória.

 

2º leitura: 1 Cor 15,20-26: A manifestação maior da vitória do Cristo sobre a morte é a sua ressurreição. Assim também, nós, unidos a ele, participaremos deste mesmo destino, de sua vida. Maria já está associada a Cristo nesta vitória. Nela, a humanidade vê se realizar seu destino.

 

Evangelho: Lc 1,39-56: Isabel representa a admiração da comunidade fiel diante daquilo que Deus realizou em Maria. A resposta de Maria expressa sua compreensão do agir salvífico de Deus para com a humanidade. Um agir que é pura graça, que não se baseia nos poderes humanos, mas que, pelo contrário, exalta o pequeno e o humilde. Trata-se de um canto dos mais belos sobre a vitória de Deus contra todo um mundo de relações baseado na injustiça e na morte do ser humano.

 

Breve Reflexão: Para além, mas não desconsiderando a beleza do agir de Deus em Nossa Senhora, propomos que a reflexão da liturgia da Palavra de hoje se dê na dimensão da solidariedade de vida dos fiéis com aquela que é a Mãe de todos os que crêem. Maria prefigura aquilo que acontecerá com aquele que permanece unido ao Cristo. Na assunção de Maria, antevemos nosso futuro e, em sua vida, encontramos o sentido de nossa caminhada rumo ao Pai, em Cristo, na comunhão do Espírito.

Dizendo isto em termos mais teológicos, a glorificação de Maria no céu é a realização da esperança escatológica. Nela é coroada a fé e a disponibilidade de quem se faz servo da justiça e benevolência de Deus. Destacamos, portanto, o evangelho como eixo central da reflexão: Deus não trabalha com os parâmetros dos poderes e valores mundanos, pelo contrário, exalta o pequeno e humilde, aquele que não tem mais ninguém em quem esperar, aquele que se faz servidor da humanidade, fraterno em Cristo.


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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

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