quinta-feira, 16 de junho de 2011

Santíssima Trindade - Ano A

1ª leitura: Ex 34,4b-6.8-9: Deus se revela a Moisés como o Deus da misericórdia e fidelidade. Misericórdia, clemência, paciência, riqueza de bondade e fidelidade são atributos de Deus que encontram ressonância na oração de Moisés. A presença de Deus é a força do caminho de Israel. Ele se faz companheiro na caminhada do seu povo.

 

2ª leitura: 2Cor 13,11-13: No final desta carta, o Apóstolo Paulo condensa toda a sua teologia. O Mistério da Trindade se nos revela como Graça (Dom), Amor e Comunhão atuante em nossas vidas pessoais e comunidades. O Deus Trindade não é um Deus perdido nos altos céus, mas a realidade da Trindade nos envolve em sua verdade. O fruto desta certeza é uma vida vivida na alegria do Senhor, na realidade do Reino.

 

Evangelho: Jo 3,16-18: Santo Agostinho viu neste trecho o Mistério da Santíssima Trindade. Deus, o Filho e o Amor que os une em uma mesma obra salvadora. O Filho nos dá a conhecer o verdadeiro rosto de Deus Pai em seu amor. Deus se dá em seu Filho e, na entrega amorosa do Filho pela humanidade, vamos ao seio da Trindade na força do Espírito Santo que recapitula o Cristo em nós.

 

Breve Reflexão: Durante o tempo Pascal, pudemos aprofundar um pouco mais do Mistério da unidade entre o Pai e o Filho na obra salvífica. Em sua entrega na cruz, o Filho manifesta em sua plenitude o amor e a fidelidade de Deus. Na presença do Espírito, Dom do Pai e do Filho, esta obra de Salvação se concretiza em nós, na medida em que seu envio é para que permanecêssemos no interior do amor do Pai e do Filho, dando-nos participar da própria comunhão trinitária.

Desta forma, a festa que hoje celebramos vem coroar o tempo pascal fazendo como que uma espécie de síntese. Toda a obra salvífica, como compreendemos na fé, é obra trinitária. Desígnio do amor do Pai, manifesto em sua plenitude no Filho, permanente em nós pelo Espírito. Não se trata, portanto, de uma mera síntese lógico ou racional, mas de uma síntese a partir do próprio Mistério de Deus que se revela à humanidade. Na dimensão litúrgica, celebramos nossa vida participando da comunhão trinitária.

Que esta celebração nos incite a viver, na concretude de nossas histórias, a realidade para a qual fomos chamados a ser na Trindade.


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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

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