sexta-feira, 10 de junho de 2011

Pentecostes - Liturgia do domingo

1ª leitura: At 2,1-11: Neste texto, Pentecostes é interpretado como acontecimento escatológico tendo como referência a profecia de Jl 3. Contudo, seu sentido maior é o de cumprimento da promessa do Cristo (cf. Lc 24,49). A presença do Espírito transforma a comunidade, marcada pelo medo, em Igreja missionária.

 

2ª leitura: 1Cor 12, 3b-7.12-13: A proclamação do senhorio de Jesus é a confissão de fé que une a igreja primitiva. É só no Espírito que esta confissão consegue ser mantida. Assim como do Espírito recebemos a unidade da confissão da fé, dele também recebemos a multiformidade dos ministérios. No diverso que somos, o Espírito nos faz um em Cristo.

 

Evangelho: Jo 20,19-23: Pentecostes marca o encerramento deste grande período da Páscoa. Da sexta-feira Santa, passando pela Páscoa, até Pentecostes, uma única realidade é celebrada: a "Exaltação" de Cristo na Cruz e na Glória, fonte do Espírito que ele nos dá. No próprio dia da Páscoa o Senhor entrega o dom do Espírito aos discípulos e dá aos seus a sua paz e a missão de tirar o pecado do mundo, missão do próprio Jesus.

 

Breve Reflexão: Chegamos ao dia da grande festa que encerra o tempo Pascal. Pentecostes coroa com o Dom do Espírito Santo a alegria da glória do Filho em sua entrega pelo mundo. É festa da Igreja missionária, que encontra em seu Senhor, o fundamento de sua existência e missão. Celebramos, portanto, a própria vida da Igreja sustentada no Espírito Santo.

Mais do que unificação das línguas, Pentecostes é a unificação da linguagem humana, atos e palavras, verdadeiro sentido, no Amor redentor e salvador da Trindade. Um mesmo idioma passa então a ser falado e compreendido por aqueles que têm fé. Idioma este que é o próprio Reino de Deus. Assim, a unidade do Cristo total, cabeça e membros, passa a ser entendida no respeito à diversidade dos carismas, dos jeitos e particularidades de cada comunidade no exercício da missão confiada pelo próprio Mestre, sustentada pelo Espírito Santificador.

Celebrar o frescor renovador deste Espírito, ruah criadora, deve trazer às nossas comunidades a alegria de se encontrar a caminho, buscando consolidar de maneira sempre nova a missão que o Cristo nos deixou. Como barro nas mãos da Trindade, deixar-se ser moldado na aventura de ser com Deus no mundo.


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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

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