segunda-feira, 15 de novembro de 2010

XXXIII Domingo do Tempo Comum - Ano C

Mesmo com atraso, resolvi postar...

XXXIII Domingo do Tempo Comum – Ano C

 

1ª leitura: Ml 3,19-20a: O profeta se encontra nos tempos logo após o exílio babilônico. São tempos difíceis. Embora o Templo tenha sido reconstruído, ainda não havia chegado o tempo de paz esperado. Os justos já estavam se cansando de ver prosperar os ímpios. Ao mesmo tempo em que o profeta denuncia os erros dos ímpios, ele também consola os justos. Pintado com cores apocalípticas, ela anuncia o "dia do Senhor", dia de salvação e justiça.

 

2ª leitura: 2Ts 3,7-12: Rompendo com todas as fantasias daqueles que, paralisados, esperavam o fim dos tempos, Paulo diz: "Quem não trabalha, também não coma". Ele mesmo dá o exemplo.

 

Evangelho: Lc 21,5-19: Falar de uma destruição do Templo para um judeu, era falar do fim do mundo. Por isso a pergunta que fizeram a Jesus. Sua resposta vem recheada de imagens que fazem pensar no fim, principalmente a destruição do Templo. Porém, "o fim não vem em seguida" (no tempo de Lucas, o Templo já havia sido destruído), não se deve ir atrás de qualquer fanático que se diz o "Messias". As imagens repletas de catástrofes nos falam do definitivo instaurado com a vinda de Jesus, o Filho do Homem, para a História do Mundo. Ele é o representante escatológico de Deus. É dele a última palavra; para este momento vamos nos preparando na fidelidade do dia-a-dia.

 

Breve Reflexão: Quanto mais se aproxima o final do ano litúrgico, o tom escatológico da liturgia da palavra vai ficando mais claro. As imagens que o evangelista Lucas evoca falam do fim. Contudo, a grande preocupação não está nem momento, nem na forma deste fim, mas na finalidade da existência humana e do mundo. As palavras que poderiam resumir o conjunto de leituras de hoje são "perseverança" e "fidelidade".

Perseverança, pois encontramos somente no Cristo a verdade última de nossas existências. É somente no seu caminho que nossa vida se realiza plenamente. Assim, é preciso estar bem atento, pois nossa cultura anda repleta de falsos messianismos. Tantas coisas efêmeras como nós, mas que acabam ganhando ares de eterno. É preciso a constância e a sabedoria do Espírito.

Fidelidade, pois vamos cultivando este eterno e definitivo de Deus, que é Jesus, em nosso meio. De nada adianta viver olhando para os céus e de braços cruzados. A realidade do Reino é algo que já experimentamos e buscamos viver em nosso meio através de nossas ações.

Vivemos agora o tempo da esperança. Caminhamos rumo a esta finalidade e esperamos no juízo, na justeza de Deus quando o mundo for acolhido por ele em um abraço em seus braços amorosos, eliminando tudo aquilo que não é vida. Sabedores deste fim, seguimos perseverantes e fiéis pelos caminhos da história.

Que Deus nos abençoe nesta constante tarefa de nos fazermos segundo a sua vontade e graça!


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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

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