terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Santidade...


Este trecho é do livro que atualmente estou lendo: "Frei Joe: o homem que salvou a minha alma" de Tony Hendra. Ed. Objetiva, 2006.


"Esta palavra (santo), outrora poderosa, hoje em dia pobre e gasta - humilhada e enfraquecida pelo abuso -, não é aqui empregada de modo superficial. 'Santo' não traduz apenas dedicação, altruísmo ou generosidade, embora inclua todas estas características. Tampouco traduz o ápice da devoção religiosa, embora possa, às vezes, incluí-la. Há muitas pessoas devotas que acreditam que são santas, mas não são, e muitas pessoas que se acham ímpias, mas que são santas.
Santa é a pessoa que pratica a virtude humana básica: a humildade. Humildade diante da riqueza e da fartura, humildade diante do ódio e da violência, humildade diante da força, humildade diante da própria genialidade ou carência de genialidade, humildade diante da humildade do próximo, humildade diante do amor e da beleza, humildade diante da dor e da morte. Os santos são impelidos a se humilharem diante dos esplendor e dos horrores do mundo porque percebem haver aí algo de divino, algo pulsante e vivo sob a superfície enrijecida e inerte das coisa materiais, algo incrivelmente maior e mais puro do que eles."

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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

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