quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Liturgia dominical

Solenidade da Sagrada Família

 

1ª leitura: 1Sm 1,20-22.24-28 O filho pedido a Deus: Samuel.

 

Sl 84(83), 2-3.5-6.9-10 "Felizes os que habitam a vossa casa"

 

2ª leitura: 1Jo 3,1-2.21-24 Sermos filhos de Deus.

 

Evangelho: Lc 2,41-52: O sentido central desta narrativa de Lucas está em ilustrar o crescimento de Jesus em sabedoria e graça diante de Deus e dos homens (2,52). Sua romaria a Jerusalém, situada no início às vésperas de Jesus se tornar membro adulto da comunidade judaica, prefigura seu "êxodo" final para lá (Lc 9,51-19,27; cf. 9,31). Ao invés do lugar de aluno, Jesus ocupa o lugar daquele que ensina, ou seja, do Mestre de todos os mestres. Os pais conseguem perceber algo do mistério que é seu filho, mas ainda não de maneira plena.

 

Breve reflexão: Comemoramos hoje a festa da Sagrada Família. Um momento especial para refletirmos sobre a realidade de nossas famílias à luz dos textos bíblicos. A fé cristã-católica nos ensina a ver a família como a primeira Igreja, lugar de acolhida e crescimento dos filhos de Deus. Ali se encontra o espaço vital onde o indivíduo começa a dar os primeiros passos na fé e, durante toda a sua vida, busca forças e sentido para a existência. É lugar de aprendizado.

O breve relato de Lucas nos mostra qual o interesse mais profundo da educação cristã: o crescimento em graça e sabedoria diante de Deus e dos homens. Mais do que puro desenvolvimento do intelecto, o importante na caminhada de crescimento do cristão se encontra no crescimento na graça, ou seja, na bondade e lealdade que une Deus e homem na Aliança. A graça é a faísca do Criador na criatura. É ela a geradora da verdadeira sabedoria no ser humano. A família é, portanto, o espaço primeiro onde o ser humano experimenta esta graça de Deus e onde ele é inserido no caminho da sabedoria humana e divina.

Torna-se essencial falar disso em nossos dias. Preocupa-me muito o atual enfraquecimento das relações familiares. Este belo lugar que deveria ser o da transmissão da sabedoria humana e divina, comunicador da graça geradora de mais vida para a humanidade, vai se perdendo em meio à fragmentação. Não se trata de uma crítica simplista aos novos arranjos familiares. Pelo contrário, esta pluralidade pode carregar também a sua beleza. O problema está na dissolução do aprendizado.

Pense nisso... Neste domingo, aproveite para meditar e rezar a realidade de sua família. Qual a qualidade que une você aos seus e eles a você? Que Deus abençoe a todos.

 


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P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

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